Flávio Carvalho >> Biografia

Nasci em São Gonçalo (RJ) em 1972, mas logo me mudei para Itaboraí (RJ). Venho de uma família um tanto musical, que realizava serestas aos fins de semana, com muito chorinho, samba e músicas da Jovem Guarda. Aos seis anos pedi ao Vavá para me ensinar a tocar flauta transversal, e aos sete aprendi a tocar flauta doce na banda do Colégio Cenecista Alberto Torres, onde estudei até meus 15 anos. Lá aprendi toda a base teórica com o Maestro Carlos Augusto Ferreira, e toquei diversos instrumentos, como percussão, corneta, bombardino, trompa e trompete.

Em 1987 um acidente me fez perder a embocadura e voltou minha atenção para o violão, que aprendi sozinho. Logo já estava compondo, e em setembro deste ano fiz meu primeiro show de verdade, tocando baixo e cantando com os Traços de Anarquia, um trio pós-punk com Ronnie Peterson (bateria) e Marco André (guitarra e voz).

Em 1988 fui tocar com os Tubarões Voadores, fazendo shows memoráveis no circuito alternativo do Rio e São Paulo. Comecei a tocar profissionalmente, chegando a participar de até cinco conjuntos na época. Essas bandas tocavam repertório de baile (Filhos da Noite), Reggae (Bira Zebu), MPB (Paulo Maia) e Sertanejo (Almir Galvão). Foi uma época de grande aprendizado e amadurecimento musical.

1990 trouxe o disco “As Veias Abertas da Juventude”, dos Tubarões Voadores, lançado pela independente Heavy Records. Trouxe também a necessidade de aperfeiçoamento técnico. Após um show de Arthur Maia, procurei escolas e professores particulares, estudando durante um breve período com Rony Monteiro, baixista formado pela Musiarte.

Logo após o lançamento do disco, saí dos Tubarões Voadores, mas continuei como músico freelancer, conciliando com meus estudos na ETEC - Escola Técnica de Comunicação, onde me formei em publicidade em 1992.

No início do ano seguinte fiz algumas aulas com Arthur Maia. Em Julho me casei com Adivany e em Setembro iniciei meus estudos de Harmonia Funcional na Musiarte, com Isidoro Kutno.

Em 94, após integrar a efêmera Banda Karisma, com repertório de axé e samba, ingressei na faculdade de Música da Universidade Estácio de Sá, onde tive como professores Yuri Popoff e Nelson Faria entre outros. Fiz meu primeiro show instrumental, no Teatro João Caetano, em Itaboraí. Estudei arranjo e regência no CIGAM - Centro Ian Guest de Aperfeiçoamento Musical.

No carnaval de 1995 outro projeto teve início: a Banda Luz & Cor. Reunindo excelentes músicos, tais como Cláudio Inácio (guitarrista, Amelinha e Ângela Rô-Rô) Serginho Dantas (Negril e Molejo), Paulinho de Souza (teclados) e o percussionista Marquinhos do Pandeiro, além dos cantores Marcos Welber e Carla Moreno, a banda se destacava pelos arranjos mais suingados de músicas populares. Este grupo se manteve junto até o final de Junho, quando também tranquei a faculdade. Em Março, fiz outro show de música instrumental em Itaboraí e obtive excelente resposta do público. Em Julho nasceu minha filha, Ariel. Em Setembro iniciei uma turnê com Almir Galvão, que se estendeu até o fim do ano.

No ano de 1996 coordenei, junto com Ronnie Peterson, a gravação do disco “Música Pop de Itaboraí Vol. I”, também auxiliando na parte técnica do estúdio. Toquei em 5 das 13 faixas, incluindo a instrumental “Naïve”, de minha autoria. Trabalhei como auxiliar de estúdio de Cacá Moraes, no Estúdio Avatar, de Altay Velloso. No fim do ano integrei o Almoço Nu, banda de rock básico, e voltei aos Tubarões Voadores.

Em 1997 me mudei para Visconde de Mauá, inicialmente para passar um ano ou dois. Entre 97 e 98 voltei esporadicamente ao Rio para algumas gravações e shows. Começei também a trabalhar com manutenção de computadores (antes isso era apenas um passatempo...). Em 99 fiz um show com a banda Nova Ordem, abrindo para os Engenheiros do Hawaii.

Em 2000 participei do show "Tributo a Renato Russo", tocando ao lado de uma galera da pesada, como Marcelo Hayena (Uns & Outros), Jander Bilaphra (Plebe Rude), Toni Platão (Hojerizah), Carlos Trilha (Legião Urbana e Renato Russo), Fred Nascimento (Tantra, Legião Urbana e Capital Inicial), Sérgio Espírito Santo e Roni Petterson.

Em 2001 eu, Edgar Hissi (violão e voz), Carlos Deserbelles (percussão e voz) e Toninho Benevente (percussão e voz), formamos a Banda Bicho Solto (forró pé-de-serra), ganhadora do 1º Festival de Música Popular do Teatro de Bolso de Resende, RJ. Toquei no Lado B, ao lado de Edgar Hissi e Vivian Roll e em Dezembro toquei com os Raimundos.

Em 2002 fiz vários shows com a Banda Bicho Solto e participei do projeto Millenium Village, um intercâmbio entre alunos de Visconde de Mauá, Resende, RJ, Brasil e Ostrhauderfehn, Leer, Alemanha. Ministrei, junto com Ângelo Flores, a oficina "Descobrindo o Ritmo", mesclando música e performance. Esta e outras oficinas (música, dança, teatro, capoeira, pantomima, artes pláticas, entre outras) aconteceram em Junho (Mauá) e Dezembro (Alemanha). Na Alemanha participei de algumas jam sessions com músicos locais (Antje, Joachim, Harald, Norbert, Bärbel, Andreas, Gunthram) e mais o pessoal do Brasil (Roberto, Ângelo, Mestre Cláudio, Fábio, Lea, Glória e Regina).

Em 2003 toquei com a Banda Bicho Solto, que se separou em Junho, após dois anos de sucesso no Sul Fluminense. Logo após comecei a tocar na Banda Acrílico, com Lico (violão, guitarra e voz) e Rodrigo “Pavão” Lemos (bateria e vocais).

Em 2004 toquei com a Banda Acrílico e formei, junto com Amarante Trindade (voz e percussão), Toninho Benevente (voz e percussão), Uirá (percussão e voz) e Lico (violão, guitarra e voz) a Banda Batuque.com mostrava como o Nordeste influenciou a música do Rio de Janeiro, e vice-versa. Fizemos alguns shows legais, como os do Centro de Cultura Nordestina Luiz Gonzaga, São Cristóvão e do Divino Espaço Cultural, Jardim Botânico, ambos no Rio de Janeiro. Participei do projeto Millenium Village - Paz e Respeito, em Visconde de Mauá. Dessa vez ministrei, junto com Rosângela Moreno (Web Designer, GuiaMauá) e Daniel Campadello (Fotógrafo, Persona), a oficina "Multimídia e Documentação".

Em 2005 segui tocando com a Banda Acrílico. A Banda Batuque.com fez uma mini turnê pela Alemanha em Setembro/Outubro com shows em Stickhausen, Rhauderfehn, Ostrhauderfehn, Stemwede, Herford, Bielefeld e Berlim. Também ministramos oficinas de música (baião, xote, samba e samba-reggae), de dança (ciranda, maracatu, xote, xaxado) e de capoeira. Foram 12 shows e 8 oficinas em 20 dias. No fim do ano entrei para o Balla 12 (Resende, RJ), fazendo bailes no sul de Minas Gerais e shows para empresas.

Em 2006 saí do Acrílico e me efetivei no Balla 12, junto com Alexandre Toledo (voz e teclados), Fabrício Toledo (voz e guitarra) e Rodrigo “Pavão” Lemos (bateria e vocais). Fui convidado para integrar os Clássicos do Rock. A banda Clássicos do Rock foi uma volta às minhas origens, não só pelo repertório, mas também pelo meu retorno a Itaboraí. Formada por Fernando (voz), Carlinhos (voz), Paulo Jorge (guitarra) e Jairo (bateria), remanescentes de uma banda de 1968, se apresentam principalmente em encontros de motociclistas.

Em 2007 formei, junto com Fabrício e Rodrigo, o Limite de Estado, um power trio focado no rock das últimas 3 décadas. Devido aos compromissos com o Limite de Estado tive que me afastar do Clássicos do Rock, já que ficava difícil conciliar as agendas. Também fiz alguns shows com o Acrílico.

Em 2008 o Limite de Estado se separou por motivos pessoais e eu voltei aos Clássicos do Rock, agora com nova formação: Harnoud (voz, teclado, violão e gaita), Paulo Jorge (guitarra e vocal), Jairo (bateria), Nelson Albuquerque (percussão e produção) e Flávio Carvalho (baixo e vocal). Lançamos em maio de 2009 o CD "Clássicos do Rock Vol. 1". Aguardem que vem mais por aí!


 

 

 

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